O crescimento do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) ano após ano já faz com que o programa “domine” o mercado imobiliário, respondendo por mais da metade dos lançamentos e das vendas de imóveis residenciais novos em todo o País. Na cidade de São Paulo, a participação do MCMV é ainda mais expressiva, representando dois terços de todos os negócios.
De um lado, o movimento reflete o sucesso do programa em garantir acesso à casa própria para famílias que não teriam condições de compra sem subsídios. O governo federal ampliou o teto de preços e faixas de renda, cortou juros e criou a faixa 4, chegando a imóveis de até R$ 600 mil e pessoas com renda até
R$ 13 mil por mês. Portanto, o mercado endereçável cresceu.
Além disso, diversos Estados e Prefeituras passaram a ofertar subsídios extras. Em São Paulo, por exemplo, são entre R$ 10 mil a R$ 16 mil para complementar o pagamento da entrada. O avanço do MCMV na capital paulista também reflete as mudanças na lei de zoneamento que liberaram prédios maiores ao redor de linhas de ônibus, trem e metrô, atraindo empreendimentos populares.
Por outro lado, o ganho de participação de mercado pelo Minha Casa, Minha Vida também revela como as vendas de imóveis de médio e alto padrão estão perdendo espaço devido aos juros altos da economia brasileira. O cenário econômico ruim já inviabiliza muitos projetos nestes segmentos. Então, a saída das incorporadoras é direcionar seus empreendimentos para o programa público.
“O Minha Casa, Minha Vida vem tomando uma proporção maior no Brasil inteiro”, avalia o economista-chefe do Secovi, Celso Petrucci. “A aderência aos produtos se explica por conta da taxa de juros mais baixa. É uma taxa menor comparada com outros padrões”. No programa, o financiamento para aquisição das moradias varia entre 4,5% e 8,16% ao ano graças a subsídios do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), bancado por trabalhadores celetistas. No restante do mercado, o crédito custa por volta de 12% a 14% ao ano.
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